quinta-feira, 9 de junho de 2011

Medo do mundo moderno


Hoje acordo e tudo mudou

Não vejo mais os belos pássaros a cantar

Ninguém me da bom dia


Levando da cama

Olho pela casa

Desesperado percebo

Você aqui não mais esta


Sento no chão

Começo a chorar

O que agora farei

Sem ninguém pra abraçar


Ergo a cabeça olho pra frente

Lagrimas escorrem pela minha face

Sinto gotas quentes molharem o chão

Cada uma corta, machuca arde no meu coração


E eu lá sentado imóvel sem reação

Talvez deve-se eu correr de atrás

Tentar salvar-te deste mundo moderno

Ou esquecer e implorar seu perdão eterno...


Abro meu notebook e vejo suas fotos

Nossas gravações

Risos, sorrisos, lagrimas pintadas

Todas recordações mortas


Enterradas em uma memória de computador

Que não pensa, não sabe o que elas representam

Nem nunca vai saber

Afinal maquinas não amam


Como eu amei você

Sorte delas pois...

Melhor eu nada dizer

Melhor eu tentar esquecer


Talvez você tenha razão eu continuo o mesmo somente o mundo mudou

Virou este mundo moderno.

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